Pensou num lugar. Ajeitou o fumo na cuba. Riscou o fósforo. A fumaça ia embora, mas deixava sua presença marcada por um aroma suave de café. Movia-se como cabelos que jamais precisaram de intervenções para serem mais atraentes. E era no conforto de um vento quente de Abril que jamais pensara saber ser feliz. Acreditava que para sê-lo realmente, precisaria não saber. Também acreditou, com o tempo, que melhor seria que fosse apenas um e não dois, porque se não pudesse ser apoio, preferia jamais ser peso.
Isso sempre foi dificil para pessoas gordas e com mentes pesadas. Cheias de planos desfeitos. Cheias de trilhas sem final. Mas mesmo sabendo disso, talvez por fé em dias melhores preferiu sentar-se um banco que pudesse acomodar dois. Achou que em outros termos o diabo passaria pra uma cerveja de vez em quando e que então seria interessante poder receber a visita de forma adequada, enquanto fazia perguntas e por ser cego dos ouvidos achou que o Criador seguia seu curso resoluto, calado. 
Olhou tanto para o assento vazio que quase furou o banco com a acidez de seu humor, já descrente da maioria das coisas que um dia lhe foram algo como a verdade. Coloco isso dessa maneira porque, de fato, não o eram. Mas assim foi até o dia em que ele olhou pra frente. 
Lá estava ela, do outro lado de uma mesa que jazia como raiz de algumas garrafas que insistiam em florescer aos pares, trazendo a vida certa ironia. Uma linha se cruzou e olhares fundiram-se, preenchendo aquela palavra tão frequentemente repetida, mas com uma diferença: a palavra fora preenchida por verdade. Havia alguém morando nela. Sem mais espaços vazios, sorriu de novo; era um sorriso novo. E seguiu seu caminho acompanhado, e quem ficou sozinho no banco pra dois, foi só o diabo.

Pensou num lugar. Ajeitou o fumo na cuba. Riscou o fósforo. A fumaça ia embora, mas deixava sua presença marcada por um aroma suave de café. Movia-se como cabelos que jamais precisaram de intervenções para serem mais atraentes. E era no conforto de um vento quente de Abril que jamais pensara saber ser feliz. Acreditava que para sê-lo realmente, precisaria não saber. Também acreditou, com o tempo, que melhor seria que fosse apenas um e não dois, porque se não pudesse ser apoio, preferia jamais ser peso.

Isso sempre foi dificil para pessoas gordas e com mentes pesadas. Cheias de planos desfeitos. Cheias de trilhas sem final. Mas mesmo sabendo disso, talvez por fé em dias melhores preferiu sentar-se um banco que pudesse acomodar dois. Achou que em outros termos o diabo passaria pra uma cerveja de vez em quando e que então seria interessante poder receber a visita de forma adequada, enquanto fazia perguntas e por ser cego dos ouvidos achou que o Criador seguia seu curso resoluto, calado. 

Olhou tanto para o assento vazio que quase furou o banco com a acidez de seu humor, já descrente da maioria das coisas que um dia lhe foram algo como a verdade. Coloco isso dessa maneira porque, de fato, não o eram. Mas assim foi até o dia em que ele olhou pra frente. 

Lá estava ela, do outro lado de uma mesa que jazia como raiz de algumas garrafas que insistiam em florescer aos pares, trazendo a vida certa ironia. Uma linha se cruzou e olhares fundiram-se, preenchendo aquela palavra tão frequentemente repetida, mas com uma diferença: a palavra fora preenchida por verdade. Havia alguém morando nela. Sem mais espaços vazios, sorriu de novo; era um sorriso novo. E seguiu seu caminho acompanhado, e quem ficou sozinho no banco pra dois, foi só o diabo.